domingo, 30 de agosto de 2009

Folclore na Escola Luís Alberto

Por Carla Cinara Luz
Alunos da pró Neusa e pró Socorro caracterizados.


"O desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore é uma importante contribuição na formação do espírito de cidadania e de nacionalidade do aluno". Carlos Henrique Medeiros de Souza


A turma do 1º ano da Escola Municipal Luís Alberto Dourado de Carvalho, concluiu sexta-feira, 28 de agosto de 2009 , o Projeto de Resgate ao Folclore.
A comunidade escolar desenvolveu ações que permitiram a preservação das manifestações culturais brasileiras, valorizando-as e resignificando-as, de modo que se buscasse manter valores e tradições um tanto esquecidos na época atual.
O intúito do Projeto foi cultivar o regionalismo e ajudar a formar a identidade cultural dos alunos, permitindo sua transmissão através das gerações.As atividades programadas oportunizaram professores e alunos a vivenciar e compreender que o folclore brasileiro é uma expressão cultural da sabedoria, crenças, modos de vida e desejos do nosso povo.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

ALERTA: ALICIADOR DE MENORES RONDANDO ESCOLAS!

Por Carla Cinara Luz
É notório o crescimento da violência no país , o que acontece de igual modo em nossa cidade.Nos últimos dias, algo vem preocupando pais e educadores: a abordagem de crianças nas portas das escolas, supostamente por um homem num carro preto. Segundo depoimentos de crianças abordadas, o aliciador oferece diferentes atrativos para que estas aceitem o convite e entrem no carro.
Com o intúito de alertar as crianças e evitar novas vítimas, a pró Carla levou o assunto à sala de aula, quando se deparou com relatos confirmando o que se noticia verbalmente pela cidade.
No bairro Mundo Novo, uma criança afirmou que recebeu um convite para brincar com um avião de controle-remoto e outra criança disse que foi convidada para encher bolas em troca de ganhar uma delas , somada ao valor de R$ 5,00.
Já na Jacobina III, uma criança foi solicitada a conduzir um homem até uma borracharia para obter dinheiro em troca do favor.No referido bairro, outra criança foi abordada com o convite para um passeio, durante o qual ganharia presentes e doces.
Casos semelhantes foram contados e todos envolvem um carro preto e um aliciador de menores. As crianças que deram seus depoimentos para a professora, afirmam que conseguiram correr ou se livrar de alguma forma.
Continua valendo mais um dos conselhos dos mais antigos, os quais diziam que não devemos falar com estranhos ou aceitar nada que eles nos ofereçam!

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Viva a Literatura em Cordel!!!

Por Carla Cinara Luz

Cordelista João Bosco Silva Fernandes

Cearense que escolheu Jacobina como moradia desde 1977 e defensor da cultura de nossa cidade, João Bosco Silva Fernandes é um grande artista na arte da Literatura em Cordel, onde usa como subsídio histórias, fatos, arte, grandeza e cultura de nossa terra.

Não à toa é um dos dois eleitos como melhores cordelistas do estado através da Seleção Baiana de Cordelistas, constando tal resultado no Diário Oficial de 01/05/2009.

Nesta sexta-feira, 21/08/09 João Bosco se fez presente na Escola Municipal Luís Alberto Dourado de Carvalho , no bairro Jacobina III, onde declamou seus versos encantando toda a juventude que teve a oportunidade de lhe prestigiar.
Amanhã, 22 de agosto de 2009, Dia do Folclore, ele estará às 9 horas da manhã na Feira Livre de Jacobina lançando seu mais novo folheto em cordel "Saturnino e o Lobisomem assassino".





terça-feira, 18 de agosto de 2009

Buscando a paz

Por Carla Cinara Luz





Concluí o curso de magistério em 1999 e desde lá tenho me preocupado com a violência nas salas de aula, porém assustadoramente este problema tem crescido no decorrer dos anos em que leciono.Faz algum tempo que penso num projeto contra a violência e em favor dos valores que a sociedade tem enterrado mas que como bem diz o próprio nome são valiosos para o processo de reestruturação social, o que pode ser ajudado pelo exercício de práticas pedagógicas, afinal, a escola toma cada vez mais pra si um papel de formador dos cidadãos por conta da ausência familiar no auxílio deste.Este projeto requer também a participação da família para que diminua a incidência deste problema do qual não somos apenas vítimas mas por vezes reprodutores.Ao educar para a paz, pretende-se fomentar uma transformação progressiva nos valores, atitudes e comportamentos dos nossos alunos e alunas, trazendo à tona os valores necessários para a construção de uma sociedade menos violenta,tornando-os conscientes da complexidade do problema e da necessidade da participação coletiva para intervir nessa situação de forma construtiva.Estando hoje com o projeto em mãos sinto-me potente para colocá-lo em prática e tenho a certeza de que a paz, assim como a violência, pode ser aprendida e que a escola, como local que possibilita orientações novas, reorientações e mudança de posicionamentos, tem como contribuir efetivamente na promoção da cultura da paz e capacitar multiplicadores de ações para a não-violência.

Questão de gênero

Por Carla Cinara Luz


Uma nova sociedade exige reflexão acerca da questão de gênero nas instituições escolares e fora dela.Sabemos que o eixo cultural costumou determinar a figura masculina como núcleo das relações profissionais, familiares, comerciais, e intelectuais. Isso sofreu modificações por conta das novas exigências trazidas pelo desempenho da mulher em seu status adquirido, incluindo profundas reviravoltas em relação ao que aprendemos tradicionalmente na discriminatória educação recebida no âmbito familiar e reforçado na escola.Em conseqüência disso surge a necessidade de revisar a linguagem em suas diversas formulações (recebida nos diversos âmbitos:família, escola, igrejas, ambiente de trabalho e de lazer e fortemente nos meios de comunicação) as quais têm contribuído efetivamente para a perpetuação dos estereótipos sexuais dentro e fora da escola.Num país com maior número de mulheres que homens,a presença feminina tem alcançado destaque cada vez mais diferenciado, resultando na necessidade de traduzir para o vocabulário o que vem sendo vivido, vez que nos deparamos com uma sociedade que difunde a educação sexista "ensinando" um mundo formado por homens e por eles dirigido, dando à mulher o mero papel de coadjuvante no processo social.Pura contradição!Pensando assim, mudar a linguagem sexista requer a aceitação do desafio de rompimento com sistemas de educação e algumas práticas para que então seja cultivada uma nova consciência que gerará novas atitudes e formas de relações entre homens e mulheres. A própria mulher tem o papel de possibilitar essas mudanças, deixando de ser apenas um ser em busca do corpo sensual e perfeito com etiqueta de valores.A escola precisa e deve contribuir para a construção de uma maior igualdade entre meninos e meninas, entre homens e mulheres no conjunto social o que deve acontecer através da implantação de uma educação não-sexista que contribua para a superação de preconceitos bem como para a construção de pessoas comprometidas com a igualdade.O papel do professor é fundamental para que isto ocorra, mas infelizmente o profissional em educação muitas vezes desconhece o assunto e até reforça esses estereótipos em sala de aula.É necessária toda uma conscientização do educador para que este possa cumprir seu papel social.A reformulação das práticas educativas é o que permitirá que esta luta fundamental dê novos passos buscando a não limitação da capacidade e autonomia feminina; dando espaço para idéias e valores que não reforcem a falsa verdade de um mundo masculino superior ao feminino, estabelecendo condições iguais de oportunidades para ambos os sexos.Existe histórico de pessoas que ao longo do tempo se destacaram em lutas por este ideal mas isso ainda não pode ser considerado como tão relevante para o alcance do que realmente se necessita e almeja para a nossa sociedade.É muito importante que este caminho percorrido por outros possibilite a continuação da luta por uma educação(em seu sentido amplo) mais igualitária.



segunda-feira, 17 de agosto de 2009

O lugar da mulher

Por Carla Cinara Luz



Cursando a especialização em Estudos Literários entre os anos 2006 e 2007, algumas disciplinas me convidaram a estudar um pouco mais sobre o papel da mulher não apenas na literatura, mas na sociedade,nos relacionamentos, na vida .Embora parte da sociedade considere desnecessário refletir sobre a mulher por acreditar já ser determinadas sua identidade e condição, desde seu lugar, comportamento e papel, pretendo esboçar algumas análises contrárias ao sexismo, visando promover igualdade entre os sexos.Enquanto mulher no mundo inquietei-me em buscar saber mais sobre a representação feminina no decorrer dos tempos,visando alcançar uma reflexão e análise da imagem da mulher no cenário atual com bases nas possíveis leituras em conceitos e fundamentações de autores que tratam das questões de gênero nas diversas épocas.Cabe apenas alguns comentários, breves análises e é óbvio que aqui não esgotar-se-á todo o assunto, ficando assim aberto a outras contribuições.Acho gozado observar a mulher como sedutora desde o início dos tempos.Eva era puro pecado original!Os próprios textos bíblicos apresentam a mulher como responsável pela origem do pecado no mundo e pela desgraça de todos!O lar e a família se mostraram domínios essencialmente femininos, e isso tem servido para perpetuar a desigualdade entre os gêneros ,por conta de sua resignação, obediência e passividade (características aprendidas como próprias da natureza feminina), rotulando-as como incapazes em alguns aspectos.Estas mulheres, até um determinado período da História, teriam que mostrar-se plenamente realizadas, pois eram criadas e educadas para casar , sendo descartadas as possibilidades de ambições externas ao lar.Logo vinham os filhos e com eles um reforço de suas funções: cuidar!Sendo vista a maternidade como serviço, a aceitação ativa da missão de mãe para muitas mulheres é fruto da dominação masculina, o que soma-se aos sofrimentos diversos suportados no sentido físico e moral.Quando surgiram as escolas de primeiras letras, as mulheres não eram oportunizadas a fazer parte (o que bem se entende hoje, pois a leitura abre os horizontes de possibilidades, o que não era desejo da sociedade masculina em referência às mulheres, assim como o Governo atualmente bem quer as pessoas cada vez mais "burras").Entretanto sabemos que no decorrer da história, as mulheres, através de muitas lutas e mobilizações, conseguiram conquistar um espaço maior na sociedade, mas ainda é bastante discutível o seu lugar .Infelizmente, por terem convivido em famílias tradicionais e sociedades conservadoras, essencialmente masculina, elas assumem essas funções na sociedade reproduzindo as práticas centralizadas ou ditatoriais do sexo masculino da mesma forma que os homens.Vejo nelas o mais nítido preconceito.Contudo uma evolução não requer esse tipo de postura e prática, precisamos agir na construção de uma sociedade em que a mulher seja respeitada igual ao homem, onde haja valorização e igualdade de direitos e deveres.Citando os relacionamentos amorosos, as mulheres (com várias exceções, graças a Deus!) ainda se mostram submissas e suas funções dentro desse convívio exigem dela resignação constante apenas por serem mulheres, vistas como criadas para relevar, suportar, cuidar, abrir mão de si pelo outro o tempo todo.Embora esteja se instituindo processualmente uma ruptura muito importante na história das mulheres, o modelo atual desta não coincide com o desaparecimento das desigualdades entre os sexos, especialmente em matéria de orientação escolar, de relação com a vida familiar de emprego, de remuneração.Como educadora, cuido em sempre estar atenta à educação sexista naturalmente imposta nas escolas assim como nos demais âmbitos: Futebol para meninos,lápis rosa para meninas , imponência aos garotos e meiguice às garotas.Durante muito tempo tem sido assim e os profissionais em Educação pouco se importam em possibilitar uma mudança social a partir da escola.


O assunto pode parecer bobagem, mas trata-se de tornar possível a existência de uma sociedade pautada no respeito à ascenção da mulher rumo a uma igualdade de direitos, e embora possa-se escutar de alguém que isso já é uma realidade, sabe-se que muito ainda falta para que o preconceito seja extinto.



O lobisoooomem...


Ualas contando uma história de Lobisomem...


sábado, 15 de agosto de 2009

Escola de batatas

Por Carla Cinara Luz
A escola, vista como responsável pela educação do jovem, conscientização e formação deste como cidadão crítico, recebe como alunos , "batatas enterradas em casa"...
Sem desconsiderar os avanços na cultura das batatas, gostaria de aqui relembrar o adágio popular que diz que a produção da mesma se dá no simples ato de espera, pois a batata seria enterrada e o resto ficaria a cargo do tempo apenas.
... Dizem que tais "batatas enterradas em casa" tem os direitos de acesso, permanência e sucesso escolar. O acesso está sendo assegurado a olhos vistos, mas a permanência e sucesso escolares estão seriamente comprometidos, vez que o professor tem nas mãos a difícil tarefa de encontrar e manter um equilíbrio diante das falhas, desajustes e entraves não só do famoso 'sistema' mas também gerados pela falta de acompanhamento famíliar que faz dos filhos vítimas.
Os pais, bem como grande parte da sociedade, cobram da Escola (especialmente do professor) a responsabilidade de dar aos alunos uma educação de qualidade, veiculando e ensinando valores morais, os quais quando apreendidos são facilmente desgastados no convívio social e familiar.
Realmente é fácil criticar o sistema político e educacional, culpar os pais e responsabilizá-los, afinal não faltam motivos claros. Difícil mesmo é ser professor de batatas enterradas e esquecidas!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

historinhas da sala de aula... kkk




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Hoje, enquanto fazia acompanhamento dos alunos e irmãos Levi e Ageu, a pró Carla observava em seu celular o registro de uma chamada perdida.Ageu, aluno de oralidade super aguçada, põe a mão no queixo e pergunta:

- Pró, a senhora é rica, né?

Nem tive tempo de respirar direito, quando Levi respondeu de pronto:

- Já viu rico dar aula, Ageu?

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E isso não é nada diante da pergunta um dia desses feita a mim por um aluno :

- Pró, a senhora trabalha?

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quarta-feira, 22 de julho de 2009

A escola



Era uma escola



entediada



não tinha livro



não tinha nada.




Ninguém podia estudar, não


Porque a escola não dava condição


Ninguém podia fazer tarefa


Porque na escola não tinha papel.




Ninguém podia fazer dever


Porque lápis não tinha ali


Mas dizem que é feita com muito esmero


Na rua dos Bobos


Número zero.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Huummm... Ponto G

Por Carla Cinara Luz



Sinto ter que desanimar logo de início quem achava que eu ia falar sobre sexo aqui... Confesso que o título chega a ser sensacionalista mas foi o artifício que encontrei para atrair os leitores( vejo que consegui pois você é um deles!)
Pra quem conseguiu passar do primeiro desestimulante parágrafo aviso que falarei acerca da atual funcionalidade da escola atribuída a esta com a quebra da cultura de transmissão de valores familiares.Vivemos numa sociedade onde os pais(em sua maioria) passaram a crer na obrigatoriedade da escola em dar educação a seus filhos de forma que dispense a educação preliminar que deveria ser dada em casa. Porém acho bem difícil ensinar uma criança a respeitar as pessoas se esta passa a maior parte do seu dia num ambiente em que isso não acontece.Não falo só nas práticas dos pais, mas das demais pessoas com quem convivem(hoje isso tem fugido do controle dos "responsáveis") bem como têm estímulos na TV, nos jogos de vídeo-game e os pais se sentem maravilhados por ter seus filhos ocupados!O professor não é referência única e os exemplos não devem partir apenas deles!Mas a situação de descaso familiar é tão alarmante que por conta própria muitos profissionais em educação estão substituindo aulas de Gramática por atividades que visem trabalhar valores familiares!
O termo "educação de berço" se encaixaria ironicamente bem como nome da nova "disciplina" a meu ver pois é bastante coerente para conceituar a lacuna apresentada nas crianças que frequentam as nossas escolas.Indisciplina, desrespeito, violência são algumas das possíveis consequências disso!!!Não quero aqui como professora me afastar do importante papel social que me cabe, afinal não abro mão do compromisso de formar cidadãos capazes de exercer seus direitos e deveres na sociedade, tampouco deixaria de ser uma contribuidora para que cada aluno aprenda lições não só para o seu exercício escolar, mas para a vida.Contudo, saliento mais uma vez a necessidade de uma educação familiar de melhor qualidade , pautada independente da união oficial ou não dos pais, condições sociais em que estão inseridos ou qualquer outro aspecto que possa ter relevância mas não pode ser determinante para justificar o "abandono" em que as crianças vivem.Certamente seria mais prazeroso falar de sexo, mas é muito mais necessário falar em Educação!!!

Educação? Fala sério!!!



O país tem enfrentado crises de diversos âmbitos e há muito se fala que a solução é a educação!!!Já virou até um jargão mas infelizmente não tornou-se em atitude concreta.A novidade é o Ensino Fundamental em 9 anos. Vejo como uma tentativa de voltar ao tempo em que a educação realmente funcionava. Mas creio que não é necessário ser tão inteligente pra se dar conta de que um ano a mais não será capaz de revolucionar o ensino do país, e trazer de volta bons resultados de tempo em que as realidades eram diferentes.É visível a não conscientização dos profissionais da educação em relação a essa nova "alternativa". Convivo com uma realidade em que todo o corpo escolar encontra-se totalmente perdido e o que afirmam hoje têm que voltar atrás no dia seguinte.Trata-se do famoso engolir na tora!A comunidade escolar então, que precisa estar inteirada dos processos em que a escola está envolvida, fica baratinada, sem saber se o primeiro ano é a alfabetização ou equivalente a ela,ou o segundo ano equivale à antiga primeira série ou se é ela com um novo nome, e a resposta dada é um não.Um não que ninguém me convenceu ainda que quer dizer sim! Pois até mesmo os professores não sabem o que planejar para uma turma que apenas mudou de nome pois aparentemente carrega os mesmos conteúdos.Falta a formação do profissional para se adequar a esse novo sistema de ensino , bem como é gritante a necessidade da reformulação da grade curricular e dos conteúdos ás "novas" séries.Há outras questões relevantes: só se leva em consideração a idade das crianças no seu ingresso ás séries, não valorizando a aprendizagem que estas têm desenvolvido.E a lista do que falta é extensa... Pois falta também o planejamento da oferta de vagas.Não dá pra cumprir toda a "obrigação" que foi jogada encima da escola numa classe com quase quarenta alunos!O profissional acaba se desgastando e o resultado esperado não é alcançado.Como essa nova alternativa pode garantir qualidade de educação? Isso porque nem falei da má-remuneração do professor( embora seja uma verdade não vejo isso como um motivo para o mal desempenho do profissional ou para o não cumprimento do seu papel social).A adequação do espaço físico e material pedagógico são necessidades reais!Turmas de pré-escola funcionam em salas totalmente desapropriadas, desde seu mobiliário aos sanitários.Material? Improvisos!nãotem isso vai aquilo, afinal estamos na era dos genéricos!Sou a favor das tentativas, mas prezo pela coerência das coisas.Sou professora e sinto-me extremamente triste quando reflito acerca da educação do nosso país.Não falo isso por conta dos números apontados no Jornal(verdadeiros ou um “queima-presidente"), mas sinceramente eles só me estimulam a ser uma profissional melhor!Acredito na reversão do quadro, mas fico triste por não encontrar os meios!Meu objetivo aqui não é (apenas)criticar!Certamente há pontos favoráveis nisso ,mas a Educação do nosso país grita por muito mais e dói perceber que as crianças, futuro brasileiro, poucos estão se importando com essas verdades. Tenho feito a minha parte mas não dá pra lavar as mãos!

É preciso re-significar a escola às suas demandas




"O mundo é em cores e a escola é em preto e branco" (Niskier,1997)


Em tempos de tanta modernidade e avanços tecnológicos nos deparamos com uma Escola contraditória a tudo isso.Não estou aqui para apontar culpados mas para gritar por possíveis soluções!É incrivelmente angustiante dar aula em escolas onde não há atrativo para o alunado!Sei muito bem que escola não é um parque de diversões , que os alunos vão para estudar... Mas sei também que estas crianças merecem um ambiente agradável (desde seu espaço físico, bom tratamento por parte dos funcionários,material e merenda de qualidade, recursos audio-visuais coerentes com os avanços da tecnologia, etc). Discordo portanto da frase que afirma que "não há escola ruim para aluno bom", vez que o bom aluno jamais se contentará com uma escola de qualidade ruim!Traçando um paralelo entre o mundo e a escola (não esquecendo que a escola também faz parte dele)é bem visível a diferença entre os atrativos! As crianças (mesmo as de classe baixa) hoje têm acesso à internet, acessam o orkut, jogam vídeo-game e outros jogos computadorizados, cortam cabelo com aparelho elétrico,possuem celular... e quando chegam na escola se deparam com aulas nada dinâmicas, que não estimulam seu campo visual, que não atraem a atenção!A escola está cada vez mais se mostrando em preto e branco!!!O professor tem também responsabilidade nisso, mas não pode ser o culpado!As impossibilidades são muitas, assim como as barreiras desnecessárias que vez ou outra aparecem!Sei do que estou falando...Me preocupo com a educação!Ela é ferramenta fundamental para a construção de uma cultura.Temo pelo futuro dos filhos que não tenho!Não consigo imaginar um futuro melhor para o nosso país diante da atual situação educacional em que ele se encontra!Mas não vale apenas gritar... é necessário agir! E se cada responsável por essa mudança usar seu "pincel" um dia a escola vai ganhar muitas cores e acompanhar o ritmo do mundo.Façamos da escola um arco-íris!!!

sexta-feira, 27 de março de 2009



Jailton lendo...

Quem sou eu?

É como se do ventre viesse a origem

E a origem viesse do vento!

Contado num livro do começo em branco

Impresso do meio para o fim

Que confunde a expressão da escrita

Que dita um passado sem direito ao começo

E uma história sem direito ao passado

Um fruto ao chão da árvore

Supostamente filho da sombra

Sustentado apenas da hipótese

Que aprendeu a nutrir-se da sobra

Das folhas secas que o vento deixou

Parece mesmo coisa do vento

Que enquanto esteve aqui

Soprou ao longe a ameaça

Manteve úmido o espaço

E pediu à arvore a proteção

Ao fruto que soube sozinho

Não apodrecer criado ao chão...

(Zé Carlos Benigno)